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sexta-feira, 9 de junho de 2017

terça-feira, 17 de maio de 2016

RE-VISITING THE PLANTS

A VISIT TO A PLACE I HAVE NOT SEEN


IN SEVEN YEARS...


Gall in oak, as change in physical structure


Oak in gall



Blue steel heron as protector


Trail companion Jeff Zablow, at Adkins Arboretum

Thanks Jeff,  for your company at the Arboretum trails. Searching for butterflies, finding almost none. Endless explorations in botany and wonders.




Orchids



The decomposers


Rattle snake weed


A "planted" tulip poplar flower





South Tuckahoe Valley Trail

Deep tree knees on rock and sand

A red admiral in the North meadow - the only one

and the many orchids...

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

BOLEROS, TANGOS E FLAMENCOS

Querido D.

Os boleros chegaram pra mim loguinho depois de você. E o tango e o flamenco.  E depois dêles veio o forró que aliás dancei muito nos terreiros arenosos da praia de Meaipe, no quintal das escolas quando de visita de passagem.  Até tinha o meu professor de dança, que depois descobri era também o traficante local – rapaz de corpo forte e de olhos muito fundos que gostava de dançar com a gringa brasileira e que vendia loteria e jôgo do bicho.  Sempre que eu visitava a sala do forró, uma vez por ano, nas férias, êle me procurava logo e pedia pra dançar.  Já dava pra saber bailar quase que flutuando como aqueles casais do forró fazem, patinando pela poeira do terreiro.

A minha herança germânica aliás não acho que foi o que me conteve. Me deu a força séria de me manter em foco e me deu uma paixão muito grande pela filosofia.  Até hoje.  Creio que a gente (em geral) seja um amálgama de tudo que vai a ser.  Não somos parte do passado, nem em memória, pois no recontar e relembrar já viramos a página e escrevemos com tinta nova. Essa é a beleza da coisa.

Algum filósofo pos-moderno disse recentemente que o pensamento existe no lugar onde existe lugar e espaço.  E que pensar é esquecer. “Thinking is forgetting. Only in forgetting can thought be born. We think because we forget. Thinking generalizes, synthesizes, eliminates peculiarities, but only as forgetting enables it. Forgetting traverses thought with the same intensity as memory. Neither forgetting nor memory is absolute; the capacity for thinking rests upon this notion. “

O relembrar e a memória, o recordar, recontando é ato definitivo do ser no futuro, digo eu. 
 
Acabo de voltar lá do Botânico, onde trabalho, de uma noite de “Magic in the Meadow”, – uma festa enorme de beneficiência nossa, debaixo de uma tenda enorme e iluminada com pontas agudas que nem o aeroporto de Paris ou seria o de Denver? Pôr do sol com nuvens mágicas de outono e mucho dinheiro. Mágico itinerante, leilão silencioso e ao vivo, música, comida gostosa, muita bebida.  E até telescópios pra gente ver Jupiter de muito perto no plano ilusório do visual com todas as luas de sobremesa. O presidente do Conselho deu um milhão de dólares para a nossa campanha.  E pra minha surprêsa, mencionou o meu nome e o meu trabalho com os voluntários no seu discurso.

Sua carta me comoveu. Me lembrei de uma vez quando você me mandou uma dúzia de rosas vermelhas (porque as amarelas e minhas preferidas não tem muito gôsto) com um cartãozinho dentro, com sua letra de tinta azul elegante caidínha pra direita e pequena “para você comer e fartar-se”.  Isso depois de você ter descompassado o meu sentido do sexo, chegando em casa, como você chegou, de Uberaba ou de Uberlândia, cheio do cheiro das mulheres com quem você acordou ou adormeceu. 

(All my Princes are dead…)

Já naquela época, tinhamos “issues”, questões quanto a minha necessidade tão poderosa de fartura, de excessos, de paixões, de quebra e de extrapolação dos limites.  Hoje, depois de tanto tempo, continuo trabalhando essa e as outras duas ou três idéias primeiras, aqueles temas maiores da nossa juventude, quando o mundo éramos nós, quando ríamos dos limites – (pelo menos eu ria e chorava) e empurrava e batalhava para que a enormidade do meu entendimento também fôsse o seu.  E o do mundo. 

Você, de mais comedido, queria mais calma e mais ordem e queria trabalhar dentro da realidade do dia.  Paz a tranquilidade. Você sempre dizia que eu devia aprender a trabalhar dentro do sistema. E hoje eu trabalho bem dentro de algum sistema.  (Com muita dificuldade…, mas isso é papo para outra estória)

Hoje sei que aquele entendimento meu, aquele comportamento ainda é meu e me define.  E continuo empurrando e me ajustando e inventando e criando e escrevendo até que alguma centelha de gênio transparece.  Alguma poesia.

Me encanta saber, que pra você também, o eterno ficou.

Aí, como eu conto a estória para amigos meus, você, de poeta que eu amava, se tornou advogado. E tudo foi por água abaixo pra mim. (:”)

O mundo é o mesmo, as palavras as mesmas, os sentimentos bastante os mesmos, nesse território, o amor.

Beijo,

Erica
 

domingo, 5 de janeiro de 2014

GENETIC MATERIAL



Genetic Material


Before he died
my Father told me
Cousin Alice was carried around in a wheelbarrow
she was so big, when she was old

He told me Aunties had lumps in their upper backs,
German/Polish/Jewish/Hungarian noses with knobs protruding,  
warts with hairs in their faces
when they were old

My dead Father, Cousin Alice and the Aunties
had a way with me this way
in holding me inside
when all is revealed

when I seek still
the hairy woman underneath the waters
when I see signs on foreheads
in new babies born

In the mold of elders
I am the proud descendant of fat humpbacks
big noses, warts

in song








Material genético

Antes de morrer
meu Pai me contou
que êle levava a Prima Alice num carrinho de mão
de velha,
de tão gorda que ela era



Me disse que as Tias tinham calombos na nuca
alemãs, polacas, judias, húngaras
de narizes avunculares
verrugas cabeludas ancilares
na cara delas

Meu Pai morto,
Prima Alice e as Tias
tinham um jeito comigo
de me aquietar por dentro
quando tudo então se revelava

Quando ainda busco a mulher barbada
debaixo das águas dos rios
quando enxergo símbolos
na testa dos bebês recem nascidos

Sou,
na moldura anciã
descendente orgulhosa das baleias
nariguda, verrugosa

em canção.





Erica Weick
June 2, 2007, revisited 2013, 2014 and 2017

domingo, 27 de outubro de 2013

THE GREEN WHITE LINE


 
The Green White Line

It is strange to know how the search for (or the certainty of) this steady green brilliant line to the heart continues to keep some of us from going away on sojourn for good; continues to keep some of our hearts from breaking.

We’ve had unusual snow cover now for a couple of weeks. Our green line has turned to white lace and ice for now.  And again today we’ve had a rare raw cold and beautiful snow and wind day.

The geese are very quiet, holding together against the Northeaster that blows cold ice snow white across the copper gold tall grasses, toward the West against the Sun.  It is this stillness, this clear white boundary to copper grass movement – it is this wispy swaying gray of clouds of snow.

Old cars, junk, stored boats in their tight blue Winter wraps between me and the beauty, so I imagine.

And we make our boots into huge flat snow shoes so as to give our Wild Willie, the slow cat a chance to walk with us.  The six of us, me, you, Posho, Beans, Big Foot and slow Willie falling and trampling across the fields, enchanted by all this sculptured crackly white lace.  The green white line holds our hearts together for a while.

But soon the muddy footprints of deer, rabbit, dog, cat, bird and people alike start to set all nice feelings about snow and ice into a dirty semi-urban slushy nightmare, an ocean of mud without the benefit of concrete pavement.

There, in a nutshell, we are back to daylight, we are back to the Shore, we are back to this South.

 

Ew 2/3/2000 revisited 10/27/2013

Beneath the line

Remembering dead You, Posho, Beans, Big Foot and Wild Willie